— Crônica por Leonardo Afonso, em 16 de abril de 2010
Você talvez não faça ideia de quem sejam as pessoas citadas no título, ou talvez apenas não esteja ligando o nome à pessoa: Charles Lutwidge Dodgson é o mesmo Lewis Carroll e Lidell era o sobrenome da Alice real, uma criança da aristocracia vitoriana que inspirou uma das personagens de maior sucesso do ocidente, extravasando a literatura e, infelizmente, sendo maior que o texto em si.
Essa constatação vem a propósito, pois — coincidentemente — temos em cartaz um filme dos estúdios Disney sobre a(s) obra(s), ao mesmo tempo em que eu — paralelamente — resolvi revisitar os clássicos Alice’s Adventures in Wonderland e Through the Looking Glass, em bela edição conjunta da Penguin, deste ano ainda, com bela capa psicodélica e uma referência: “inspiração para o filme”. Aí é que está: dei uma lida na sinopse que vinha em um DVD “corsário” e descobri que se tratava de uma liberdade criativa sobre a obra, em que uma Alice mais velha volta para reencontrar os personagens dois dois livros. Bem, não é proibido recriar uma obra ou elaborar a partir dos elementos dados… mas eu fico com um pé atrás. Não assisti e não sei se assistirei ao filme, mas imagino que não iria me sentir à vontade, esperando sempre a história original. Também vi as imagens publicitárias e tive a impressão que falta o tom vitoriano que é tão característico à história; o chapeleiro maluco carregado de maquiagem me pareceu ridículo. Temo justamente que uma ênfase grande recaia sobre as imagens e percam relevo os jogos de palavras que são fulcrais. Talvez eu esteja torcendo o nariz por ser da Disney, pode ser que a película seja ótima, cada um que decida se vale a pena arriscar.
Mas, como disse, não foi o filme que me fez reler Carroll, nem foi ele que motivou esta crônica (que dá descanso ao Afonso A. Afonso). Resolvi escrever, no fim, por conta de um pormenor, que só agora descobri, com as ricas notas da edição referida, sobre a intimidade das pessoas reais envolvidas: o autor Charles Dodgson e a mocinha Alice Lidell.
Charles era acadêmico na Christ Church, em Oxford, um matemático medíocre que seria imortalizado pelas letras; quase foi padre mas acabou desistindo. Quando Henry Lidell foi indicado Deão da instituição, Dodgson logo se tornou um amigo de sua família: na época, a diversão precisava ser criada, em vez de vir pronta, e ele — criativo — era o televisor para as três meninas Lorina, Edith e Alice e o garoto Harry. Em um dos frequentes passeios de barco que realizavam, Dodgson contou uma história que prometeu escrever; presenteou tempo depois a Alice (em 1864) o manuscrito de Alice’s Adventures Under Ground. No ano seguinte, o texto, ampliado, foi publicado com o título atual (Alice no País das Maravilhas, aqui). O enorme sucesso do livro suscitou, seis anos depois, uma sequência: Through The Looking-Glass (Alice no País do Espelho). Os dois são encarados como um todo; por exemplo, o filme da Disney mistura personagens dos dois livros, assim como o disco do Chick Corea — este sim altamente recomendável — Mad Hatter. Ocorre que os livros não são exatamente um fluxo contínuo, pelo contrário: há uma sensível dessemelhança de tom, que está relacionada com algo ocorrido no interregno entre os dois textos — e que pode dar margem a muita polêmica.
Enquanto o primeiro é jovial e alegre, o segundo é mais sombrio, invernal; e o motivo Carroll deixa claro logo no poema introdutório: a separação e a nostalgia de Alice. O casal Lidell rompera relações com Dodgson. O rompimento foi abrupto e as razões pouco claras, mas disseminou-se a versão de que Alice estava no centro do problema. Os diários dessa época foram destruídos por Dodgson. Pesquisando um pouco mais, soube que Dodgson pediu oficialmente (e em vão) permissão para cortejar Alice, então com 11 anos (12 era uma idade tolerável para casamento, então; no livro, Alice é representada com 7). Descobri também que levou uma vida celibatária — o único rumor envolveu a governanta das meninas, o que ele negou em seu diário. Consta ainda que desistiu de ser ordenado padre em meio a uma crise de culpa, em que se afirmava um grande pecador. E mais, que ainda na década de 50 os pais pediram a Dodgson que não fotografasse mais as meninas e tentaram descontinuar as visitas, ou seja, a relação dele com o casal Lidell não eram lá essas coisas. Bem, fotografia era de fato um hobby do rapaz, e ele tinha um certo gosto por… nus femininos infantis? Caramba, e aí você dá de cara com a foto de Alice, que sempre foi sua favorita, no limiar da obsessão:
Porra, até eu fiquei com tesão, mano! Se fosse hoje, o Magno Malta já tinha mandado a PF em cima dele. Então quer dizer que Lewis Carroll era pedófilo? Teria abusado de Alice, daí o rompimento? Bem, longe de mim afirmar isso assim, com todas as letras… mas que, convenhamos, somando tudo, a suspeita é consistente, não? Mas entre a infâmia gratuita e o benefício da dúvida, é prudente ir com a última opção. Ele teve a sorte de viver antes dos tabloides, e não vou ser eu a levantar escândalo mais de um século depois. Mesmo porque em última instância o que importa para nós é sua literatura — que não é apenas “para crianças”, mas de uma maestria singular, o paradigma do nonsense.
Há 7 comentários.
Alexandre escreveu:
16 de abril de 2010
Léo, você sabe que nesse espaço do Piparote que estamos começando não há censura. Aqui, cada colaborador é livre pra expressar sua opinião e seus valores nos textos sem qualquer tipo de sanção ou represália. Creio que, por isso mesmo, no espaço para comentários dos leitores, as críticas (todas, mas sobretudo as construtivas) são bem vindas. Portanto, tendo “assoprado”, agora vou bater.
Achei seu texto bem fraco, principalmente porque já li e acompanhei suas contribuições na saudosa Patada. Explico. De um lado, pra quem “faz ideia de quem sejam as pessoas citadas no título”, me pareceram muito pouco instrutivos (reflexivo, construtivo, analítico, proveitoso…) a mera retransmissão de antigos falatórios e a propagação de opiniões pessoais cujos fundamentos são, no mínimo, questionáveis. Afinal, o que seu texto acrescentou à reflexão de quem já leu a obra (e já buscou uma ou outra informação sobre o autor na internet ou alhures)? Algum “insight”, alguma percepção sensível ou (re)avaliação de certo detalhe do texto que você decidiu compartilhar com seus leitores, que passaram a percebê-lo a partir de sua exposição? Não (excetuado o tesão confesso pela foto em questão). Lembro até que, anos atrás, você havia já comentado comigo, pessoalmente, certas passagens do texto em inglês que lhe trouxeram grata surpresa — uma pena que não encontrei tais observações aqui (só a brevíssima impressão “jogos de palavras fulcrais” — se são realmente a base, o cerne do texto de Lewis Caroll, por que não explorá-los, comentá-los?). Os dois textos da Alice já foram bastante traduzidos e adaptados para nossa língua, de formas diversas: nada disso foi sequer mencionado. Apenas se repetiu um falatório disseminado há décadas.
Por outro lado, para quem não “faz ideia de quem sejam as pessoas”, seu texto veicula a boataria já célebre como se fosse uma “verdade plausível”, algo que se encontra por aí aos montes na internet. Encadear logicamente suspeitas divulgadas por aí e depois vincular tal encadeamento à interpretação da obra é vender uma má interpretação dos textos, especialmente para quem não os conhece. Ora, “somando tudo, a suspeita é consistente” — esse é um recurso deveras barato, vale dizer, especialmente para falar sobre o escritor (e sua vida) por meio das sugestões de suspeitas de interesse irrisório à compreensão e à interpretação tanto das narrativas de Alice quanto da representação cinematográfica moderna. Você ainda conclui com o “benefício da dúvida”. Fiquei me perguntanto: que “coisas boas” traz a dúvida nesse caso (reitero: em especial para quem não leu os textos)? Que há de vantajoso ao se justificar o “invernal” e “sombrio” com suspeitas extratextuais, se “o que importa para nós é sua literatura”? Um contrasensso, a meu ver. E isso nem foi balizado, questionado, equilibrado no texto.
Para quem não viu o filme e ainda se ressente da “falta do tom vitoriano que é tão característico à história” (chegando a adjetivar de “ridícula” a maquiagem do chapeleiro maluco) — impressões extraídas exclusivamente das imagens publicitárias, creio -, pareceu-me outro contrassenso trazer a “PF” e o “Magno Malta” para uma discussão (essa, sim, “ridícula”) que nada acrescenta ao leitor interessado nos textos. Afinal, se o filme (a que não se assistiu) é mal visto (a priori) por propor uma estética própria (suponho que “desviante”, porque “não-vitoriana”) à história encenada, por que apenas você está autorizado misturar “alhos e bugalhos” em sua reflexão textual? Enfim, talvez tudo isso sirva apenas para destacar que não prezo ponderações e comentários à Oswald de Andrade: não li/vi e não gostei. Menos ainda reproduções de boatos sem propósitos (note como a própria wikipédia é mais cuidadosa ao falar das “sugestões de pedofilia”, trazendo para o debate opiniões de quem decidiu olhar o assunto não apenas sobre a superfície: http://en.wikipedia.org/wiki/Lewis_Carroll — e.g. todos os itens de “controversies and mysteries” parecem mais bem refletidos e redigidos, a fim de que se evite a disseminação de “novas bobagens”). Confesso que preferiria ler a continuação da saga do “Afonso A. Afonso” a revisitar velhos boatos bobos (pode ficar tranquilo: nem você é o primeiro a falar disso, nem parece causar mais escândalo tais suspeições), que não me pareceram sequer medidos ou questionados em seu texto (ao contrário!).
Bem, tomara que “o assopro e a batida” sirvam pra fazer com que você traga de volta os bons textos da também saudosa “Quitanda do Léo” (uma boa análise do disco do Chick Corea citado talvez rendesse mais…), quando a produção parecia (ao menos pra mim…) ponderar avaliações pessoais mais bem refletidas — ao invés do só passar pra frente o “disse-que-disse”. Um abraço.
PH escreveu:
16 de abril de 2010
Léo, concordo com as observações do Alexandre, acima. Considerando seus textos apresentados na boa e velha “Quitanda” e pela esperada (e apreciada) saga do Afonso Affonso Afonso, este seu texto foi um gol contra. Os argumentos do Alex são muito bem fundamentados e pontuados. Uma crítica bem embasada — como esta — deve servir para sua ponderação e aprimoramento como escritor. Você, de fato, tinha um assunto bem delicado e interessante, que poderia ser compartilhado de uma forma muito produtiva com os confrades do Piparote. Ou seja, tinha um bom gancho. Mas você deixou escapar esta oportunidade, ao tratar diferentes pontos sem muito foco, com superficialidade e, até mesmo, com insensibilidade. Sir Dodgson e Miss Liddell merecem um melhor tratamento, em termos de pesquisa, análise e textos, aqui no Piparote. Afinal, o tema é instigante e o legado, imensurável. PS: eu vou assistir ao Alice, do Tim Burton, com Johnny Depp. Além de eu suspeitar que a dobradinha “Burton e Depp” possa dar cores interessante à saga, eu vi o trailer em 3D: a experiência me pareceu promissora, principalmente ao ver o gato risonho, ali, surgindo aos poucos, bem na minha frente. Abraços!
Leosfera escreveu:
16 de abril de 2010
Tá bom, mas não se irrite!
Leosfera escreveu:
19 de abril de 2010
Bem, eu não ia me defender, mas de qualquer sorte: o texto foi escrito como uma crônica e aborda minha própria vivência com o texto e fatores “extratexto”. Para dissertações acadêmicas, favor consultar os especialistas. O texto foi escrito para o leitor em geral, the man on the street, não tinha endereço certo nem intenção de ofender ou questionar a sapiência do leitor específico. Foi escrito de forma pessoal, humorística e descompromissada — como aliás está escrito aqui em algum lugar ser a proposta deste espaço; se não acrescenta à experiência de quem já leu o texto, o melhor que faço é recomendar a edição que traz notas redigidas por especialistas; se lança sombra sobre a retidão moral de uma figura pública, não deveria ser mais levado a sério que uma revista de fofocas, uma identidade autoirônica que vai lá sugerida. E se tal suspeita era de conhecimento até dos mendigos da Praça XV como parece ser o caso, só posso pedir perdão por minha ignorância.
Foi bem observado que ele segue a linha da quitanda, e penso ser verdade; e se tenho direito a minha opinião, é dos mehores textos da série. Portanto se constam objeções de qualquer sorte às minhas maltraçadas linhas, espero apenas não ter que ler que meu texto é fraco, pois ou isso é um infâmia ao par com a que semisseriamente impingi um escritor morto ou no fim eu não mereço espaço algum para publicar minhas bobagens — o que aliás, como também foi sugerido aqui, hoje é muito fácil.
Enfim, que isso não se desdobre em mais batebocas — eu mesmo juro não fomentá-lo, e talvez ficasse melhor de boca fechada — mas como a tribuna é livre, achei que devia só passar aqui para dizer que me parece que pedem de mim mais do que eu prometi, numa avaliação a meu ver injusta de minhas colocações, negando mesmo o direito a uma opinião própria.
Joseph K. escreveu:
22 de abril de 2010
Olhe estou de passagem, e bem que poderia continuar passando, nas o teor desta “briga” me interessa por demais! Sou completamente apaixonado por tudo que diz respeito a Sir Dogdson e Miss Liddell; a vida destes dois me interessa mais que o livro de Carroll. Obra, surgida sem pretensão literária, fruto de um momento, que apesar disso, não sei se devido ao nonsense, ao fantástico, ou a estrutura caótica da mesma, caiu no gosto do publico e aí meu amigo é só correr para o abraço. Não quero dizer com isso que a obra não tenha valor, contudo ela pode ser tudo, menos literatura infantil.
Mas, Gostei do teu texto Leo; mandou legal mesmo, a critica que lhe fazem é realmente desproporcionada, pois todos sabem que Sir Dogdson era completamente apaixonado pela Alice. A tradução que que tive o trabalho de fazer do manuscrito original que ele entregou a menina, contem nuances e cuidados no feitio tal, que não se faz para qualquer pessoa. Somente para alguém muito especial.
Como não encontrei este texto em português, fiz a tradução o mais perto possível das palavras de Carroll; o motivo e que detesto traduções e adaptações que fazem das obras das pessoas, estereotipando e destruindo por completo as idéias do autor.
No caso deste livro Alice, onde alguns poemas e pequenas canções que só tem sentido para o leitor inglês, há quem já os tenha substituído por obras de autores brasileiros. No mínimo, uma barbaridade!
Enfim, tudo a ver o teu texto, até mesmo tua forma irreverente de escrever; a estória destes dois põe a obra de Carroll no chinelo, creio até que valeria aqui uma frase da cultura árabe: “Os cães ladram, e caravana passa”.
Joseph K.
Mário Neto escreveu:
24 de abril de 2010
Leo, creio que os comentários de Alexandre e PH foram bem claros, e em nenhum momento eles lhe negaram “o direito a uma opinião própria”. Os comentários não colocaram em questão, por exemplo, se a suspeita de assédio ou pedofilía tem ou não fundamento, cuja opinião você exprime no fim. Os comentários também não lhe pediram uma dissertação acadêmica ou uma opinião de especialista. Os comentários avaliaram a sua crônica (e não você, o escritor) e procuraram apontar o que, no entender deles, a enfraqueceu e a tornou contraditória.
Concordo com todas as colocações de Alexandre e PH. Ainda assim, eu gostaria de reforçar o que considero a maior contradição de sua crônica: se “o que importa para nós é sua literatura”, por que então uma crônica inteira sobre a vida de Carroll e uma suspeita? Se sua intenção era apontar alguma relação entre este suposto assédio e a obra, sua crônica nada diz a respeito — exceto que a Alice da obra é a Miss Lidell assediada. Se “o que importa para nós é sua literatura”, devemos então entender que a suspeita de pedofilía é irrelevante? Agora, se sua intenção era mostrar sua perplexidade diante deste “novo” fato, e me parece ter sido esta a razão de ser da crônica, ainda assim o texto se perde, comentando sobre um filme que você não viu, sobre a polícia federal, sobre uma foto sensual e sobre como a suspeita de pedofilía lhe pareceu consistente. Faltou, afinal, a sua visão sobre o que lhe deixou perplexo, o que o surpreendeu e suas razões, algo que costumeiramente encontramos numa crônica.
Lembrando: no Piparote, não existe qualquer restrição a temas, sejam ou não polêmicos, ou a abordagens, sejam ou não dotadas de humor. Como disse o PH, você “tinha um assunto bem delicado e interessante”, mas acabou se perdendo — concorde ou não. Pedimos apenas “melhor tratamento, em termos de pesquisa, análise e textos”. Não estamos pedindo dissertações acadêmicas ou opiniões de especialistas — e os textos até agora publicados parecem deixar isto claro, não?
Por fim, creio que o comentário do anônimo Joseph K. mostra que ele não compreendeu as “críticas”: “a critica que lhe fazem é realmente desproporcionada, pois todos sabem que Sir Dogdson era completamente apaixonado pela Alice”. Repito: não foi colocada em questão se a suspeita levantada pela crônica é ou não consistente, mas sim o desenvolvimento da crônica em si. Tampouco as críticas se devem, Leo, à “tua forma irreverente de escrever”. Seja tão irreverente quanto quiser ser.
Enfim, receber críticas não é algo fácil. Receba-as, se as quiser, e aceite-as ou não conforme seu íntimo. Um abraço.
Joseph K. escreveu:
25 de abril de 2010
Gente, que confusão é essa? Vamos entender isso; acham vocês que o desenvolvimento da crônica do rapaz não foi correta? Olhem o titulo lá em cima e entendam o assunto que ele quer falar, e que o fez muito bem a meu ver. Não consta que ele queria versar sobre esta famosa (e chata) obra do Carroll, onde o maior mérito (além dos diálogos, que são sempre suprimidos em parte pelos adaptadores) é a figura fantástica da própria Alice. O cerne da questão mesmo é o relacionamento do autor com a sua musa, que houve de fato! Não em termos de uma pedofilia, palavra inexistente (com o peso de hoje) na época Vitoriana; onde meninas poderiam se casar até com 12 anos. Digamos que Sir Dogdson nutriu por ela uma paixão platônica, e que além das fotos (maravilhosas) que fez dela, jamais lhe tocou um dedo. Era gamado sim, e essa é a história que me fascina.
Creio que não foi correspondido, pois a familia da menina acabou rompendo as relações de amizade com ele. E ele nunca se casou, nem consta que tenha namorado alguém, coisa de gente super apaixonada mesmo!
Alice aos 20 anos teve uma paquera com o príncipe Leopold (filho da Rainha Victoria); contudo casou-se aos 28 anos com Reginald Radgreaves e teve 3 filhos (dois morrream na segunda guerra), e ela faleceu em 1934 aos 84 anos.
É interessante saber que Alice chamou seu primeiro filho Leopold (Príncipe Leopold tornou-se seu padrinho) e Leopold chamou sua filha Alice.
Alice publicou suas memórias antes de falecer, e esse livro eu ando louco atrás!
Vejam como é divertida esta história de Sir Dodgson e Miss Liddell, bem mais que as peripécias da menina crescendo e diminuindo de tamanho, e encontrando toda sorte de animais e gente esquisitos na famosa obra de Carroll.
Para botar mais pimenta nesta história, observem que o nome Carroll tem duas consoantes dobradas e Liddell também; coincidências? Quem sabe!…
Talvez o dono do blog queira prosseguir em suas pesquisas, ampliando o desenvolvimento do tema. Eu gostaria!
Joseph K.
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