Sobre

Gera­ções e gera­ções cul­ti­va­ram o hábito da escrita. Ainda hoje o pra­ti­ca­mos. Eis um dos moti­vos da exis­tên­cia deste espaço, deno­mi­nado pipa­rote.

Não há linha edi­to­rial imposta nem rumos pré­de­fi­ni­dos. Escreve-se aqui por­que se quer, quando se quer, sobre o que se qui­ser. Se há alguma obri­ga­ção, essa é não levá-la a sério demais.

De algum modo, o pipa­rote nas­ceu para dar con­ti­nui­dade a um antigo pro­jeto cha­mado aPa­tada (hoje des­con­ti­nu­ado), espaço em que cul­ti­vá­va­mos esse hábito tão comum quanto antigo. Tinha-se, então, o cos­tume de escre­ver, ler e comen­tar os tex­tos redi­gi­dos sem pre­ten­sões de se pro­cla­ma­rem ver­da­des ina­li­e­ná­veis ou de se dita­rem para­dig­mas de sabe­do­ria. É essa “mania” de escre­ver sem velei­da­des que não aban­do­na­mos e, por isso, o pipa­rote existe. E cui­dado com o “pete­leco” no nariz!

Se o pro­jeto ficou agora é mais sério? Hmmm… nem tanto… Tal­vez seja a poeira dos anos que vai se acu­mu­lando naque­les que já foram (tal­vez ainda o sejam…) tão jovens dias atrás…

Como disse Dide­rot (numa pas­sa­gem que já ser­viu de epí­grafe alhu­res): Mon ami, fai­sons tou­jours des con­tes… Le temps se passe, et le conte de la vie s’achève, sans qu’on s’en aperçoive.

Ou, se pre­fe­rir, nas pala­vras de Ber­nardo Soares:

Para todos nós des­cerá a noite e che­gará a dili­gên­cia. (…) Se o que dei­xar escrito no livro dos via­jan­tes puder, relido um dia por outros, entretê-los tam­bém na pas­sa­gem, será bem. Se não o lerem, nem se entre­ti­ve­rem, será bem também.

Posso con­tri­buir?

Sim, você pode. Comece lendo e comen­tando o mate­rial aqui pro­du­zido. Pode pare­cer boba­gem, mas os comen­tá­rios, além de gera­rem boas dis­cus­sões e pro­mo­ve­rem o debate acerca de algum tema ou texto espe­cí­fi­cos, incen­ti­vam novas pro­du­ções, inci­tam novos posts.

Caso você que­ria con­tri­buir com algum texto, ao invés de enviá-lo por email (com um doc anexo…), que tal deixá-lo indi­cado (há tan­tos lugares/blogs para se publi­car por aí…) num comen­tá­rio a algum texto do site? Essa insis­tên­cia quanto a comen­tar os tex­tos sig­ni­fica que lemos todos os comen­tá­rios, um a um. Por­tanto, o seu não pas­sará em branco, não se preocupe.

Corpo Edi­to­rial e Grupo de Autores

A comu­ni­dade do pipa­rote conta com auto­res espa­lha­dos pelo Bra­sil a fora (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Dis­trito Fede­ral e outros arre­do­res), além de lei­to­res “em mais de 780 paí­ses” — como diria o Paulo Bonfá.

Como outrora encer­rá­va­mos nos­sas pala­vras de apre­sen­ta­ção com os ver­sos finais do livro de Ecle­si­as­tes, cabe agora home­na­gear um outro patrono, ins­pi­ra­dor do nome deste espaço (aten­ção: do nome…!):

A obra em si mesma é tudo: se te agra­dar, fino lei­tor, pago-me da tarefa; se te não agra­dar, pago-te com um pipa­rote, e adeus.

Memó­rias Pós­tu­mas de Brás Cuba